Fiz um mapa astral on-line.
E, como se passar esse ridículo não fosse suficiente, tenho que me rebaixar ainda mais: 90% dele estava certo.
Ou seja, sem nem saber meu nome, uma entidade digital demonstrou me conhecer razoavelmente bem, baseando-se unicamente no dia e hora do meu nascimento mais meu sexo. É bom ressaltar que o mapa não me ganhou pelas generalidades: ao contrário, acertou coisas bem específicas. Para o meu horror.
Final de semana passado, ganhei uma sessão de reflexologia. Fui desavisada, sem nem saber do que se tratava. Enquanto meus pés relaxavam em uma banheirinha de água morna e sais, o moço se aproveitou da minha guarda baixa e perguntou o dia em que nasci. Pronto. Tranquilamente, ele fez uma longa e acurada dissertação sobre minha personalidade. Explicou desde a minha rinite até as sardas do meu rosto.
E eu, dessa vez bem contrariada, fui obrigada a constatar: sou o estereótipo da astrologia. Pode ser o horóscopo tradicional, o chinês, o javanês. Se quiser saber tudo sobre mim, anota aí: 29 de julho de 1985.